quarta-feira, 18 de julho de 2012

A Revolta dos Dândis
"Entre o fim do mundo e o fim do mês; Entre a verdade e o rock inglês..."


"A Revolta dos Dândis" é um disco lançado em 1987, pela banda Engenheiros do Hawaii. Conhecido também como "O da capa amarela", este foi o segundo disco da banda, que contava na época com a sua formação clássica e de maior sucesso:

Augusto Licks (Guitarra, violão, harmônica e voz)
Carlos Maltz (bateria, percussão e voz)
e Humberto Gessinger (Voz, baixo e guitarra)


Gessinger (canto direito), Licks (canto esquerdo) e Maltz (meio)
Faixas:
LADO A:
1 - A Revolta dos Dândis I
2 - Terra de Gigantes
3 - Infinita Highway
4 - Refrão de Bolero
5 - Filmes de Guerra, Canções de Amor
LADO B:
6 - A Revolta dos Dândis II
7 - Além dos Outdoors
8 - Vozes
9 - Quem Tem Pressa Não Se Interessa
10 - Desde Aquele Dia
11 - Os Guardas da Fronteira

Capa do LP

Capa do CD


Esse disco apresenta várias curiosidades:

- A capa do CD é diferente da capa do LP, pois teve que passar por uma reforma para se adequar ao novo formato
- No encarte do LP e do CD, a letra da música Infinita Highway apresenta um trecho diferente da forma cantada por Gessinger:

"Cento e dez, cento e vinte, cento e QUARENTA..." (no encarte do album)
"Cento e dez, cento e vinte, cento e SESSENTA..."   (na versão cantada por Gessinger)

- o LP possui também a letra da musica Sweet Gardênia, que segundo Carlos Maltz nunca chegou a ser gravada:

"Ele trabalhava num posto de gasolina
Ela era a filha mais bela
Da família mais fina
Um dia eles se encontraram
Numa dessas esquinas
E nada aconteceu
(Nada aconteceu)"

- Esse disco também marca o começo de Humberto Gessinger como baixista da banda.

- Dividida em duas partes, a faixa título é um dos singles desse disco. A faixa "A Revolta dos Dândis II" foi muito tocada pela banda até o inicio dos anos 90, e aparece também no disco ao vivo "Alívio Imediato" (1989); Porém, deixou de ser tocada alguns anos depois, e hoje em dia é pouco conhecida. Apenas um trecho dessa musica aparece no disco "Acústico MTV"(2004), formando um mixe com a parte I:

Na versão original:

A Revolta dos Dândis I:                                             
"Entre americanos e soviéticos, gregos e troianos  
entra ano e sai ano                                                   
sempre os mesmos planos"                                      

A Revolta dos Dândis II:                                          
"Já não vejo diferença entre os dedos e o anéis,    
já não vejo diferença entre a crença e os fiéis..."  



No Acústico MTV:

A Revolta dos Dândis:
"Entre os dedos e os anéis, entre a crença e os fiéis
entra ano e sai ano, sempre os mesmos planos..."   


Classificado como um dos 10 melhores discos de Rock Nacional, A Revolta dos Dândis é um disco essencial na prateleira de qualquer colecionador. 


A Revolta dos Dândis II         
A Revolta dos Dândis I          



domingo, 20 de maio de 2012

Novidade Contemporânea 


A rotina é algo que nos faz agir de forma significantemente diferente e automática. Levemos em conta um exemplo meu:

Todos os dias, de segunda à sexta, eu pego o transporte escolar para chegar ao local onde estudo Eletrotécnica. Durante todos esses dias a radio que é ligada na van é a mesma, e todos os dias somos embalados pelas musicas do Luan Santana e do Michel Teló (Tem também a musica do "Eu quero tchu, eu quero tcha.." , mas nem sei de quem é a musica, depois eu dou uma olhada no Google).

O que eu quero dizer com isso? bem esse exemplo mostra como é normal a industria musical ser centralizada em apenas um foco. As rádios que passam as mesmas musicas todos os dias tentam nos obrigar a gostar dessas musicas, e estamos tao presos na rotina que nem nos damos conta disso. 
Percebemos também que a tendencia de todas as musicas atualmente é a mesma, varias vezes é possível descobrir qual é a rima no verso seguinte e outras vezes conseguimos adivinhar ate mesmo o refrão da musica antes de ouvi-lo.  
A rotina nos mostra também como é difícil para novas bandas chegarem ao sucesso, ou ao menos mostrar o seu trabalho. Vivemos na era da velocidade mas estamos presos dentro dela. Penso muito no quão interessante é descobrir novas musicas, novos estilos, novas bandas. É muito fácil compartilhar, nas redes sociais, trechos das musicas de artistas já consagrados, porém eu acho muito mais interessante apresentar às pessoas musicas que poucos conhecem, musicas que apresentam grande potencial para fazer sucesso mas que não tem a oportunidade de se mostrar ao mundo.
" Novidade Contemporânea" pode ter vários significados , mas pra mim representa o desejo de descobrir coisas novas, novos estilos, novas musicas, novos artistas.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

"O Som do Vinil"




Apresentado por Charles Gavin, o programa "O Som do Vinil" vai ao ar todas as sextas no Canal Brasil ( SKY- Canal 66).
Diferente de muitos programas musicais, "O Som do Vinil" é um programa que apresenta um envolvimento muito interessante com o universo da musica, expondo a cada programa matérias sobre discos que fizeram sucesso e também sobre discos que foram um fracasso. Nesse programa os álbuns apresentados são das décadas de 70 e 80, lançados em vinil, e de bandas como Legião Urbana e RPM. Segue abaixo um vídeo que trás um episodio desse programa, e que fala um pouco sobre o disco "Dois - Legião urbana (1986)", um álbum de grande importância para a musica brasileira e um dos discos de maior sucesso dessa banda




 Para as pessoas apaixonadas por musica é um programa indispensável de se assistir.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Disco "ao vivo":
será que é bom?


Essa é uma discussão que desde o século passado ainda persiste, e muito, no universo da musica.
Muitas pessoas fazem essa pergunta, desde quando esse formato de gravação surgiu. De acordo com muitos, o disco gravado ao vivo possui certas características que deixam a desejar, tanto pela qualidade do som quanto pela influencia da plateia na gravação. O sistema de gravação ao vivo realmente apresentava muitos contras quando surgiu, nessa época o áudio dos shows eram captados da mesma forma que uma pessoa ouve o show, ou seja, como se estivesse no meio da plateia. Nos últimos tempos esse formato foi melhorado e hoje em dia a captação é  bem diferente, vinda diretamente do sistema sonoro que a banda usa (caixas de som), esse novo estilo de captação dos shows é muito mais apreciado que o antigo, pelo fato de possuir uma qualidade de som muito melhor. Hoje em dia em um disco ao vivo, se a produção quiser ela consegue ate tirar o barulho que a plateia faz durante a gravação (!).

Boa noite!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

"Música na veia nº 6"
Qual você prefere: CD, LP ou K7 ??





Em primeiro lugar, antes de fazer qualquer análise é necessário primeiro conhecer cada um desses modelos.
    O CD ( abreviatura de Compact Disc) é atualmente o modelo usado na produção de álbuns musicais. Foi inventado por volta de 1979, e começou a ser comercializado no final dos anos 80.Um CD contém quatro camadas: a primeira consiste no rótulo, conhecida como camada adesiva; a segunda é a camada que armazena os dados; a terceira é uma camada reflexiva composta de alumínio e a quarta camada é feita de policarbonato.
   O LP (abreviatura de Long Play), ou simplesmente Disco de Vinil, é uma mídia desenvolvida no inicio da década de 1950, que usa um material plastico chamado Vinil. Comumente possui a cor preta. O disco de vinil possui micro-sulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha do toca-discos. Essas ranhuras fazem a agulha vibrar, então essa vibração é transformada em sinal elétrico que posteriormente é amplificado e transformado em som audível (música).
   E por fim, a Fita K7 era um material constituído basicamente por 2 carretéis, a fita magnética e todo o mecanismo de movimento da fita eram alojados em uma caixa plástico. Dividida em dois lados, cada lado da fita k7 comportava cerca de 30 minutos de gravação.

Agora vamos a análise:

 Bom, começando a analise a partir do ponto econômico dessa discussão, muitas pessoas consideram o CD um dos formatos mais controversos. Apesar de possuir um preço menor do que o LP, o CD é um material que facilmente pode ser copiado e falsificado, desse modo na atualidade é praticamente impossível classificar uma banda pelo numero de álbuns que ela vende. Já a fita k7, por ser um modelo fora de linha, é realmente complicado avalia-la nesse sentido. Embora no seu auge o LP e a k7 possuíssem preços razoáveis, nos dias de hoje sao comercializados a preços absurdos na internet (dependendo do álbum é claro!).
 Levando em consideração os termos técnicos, o CD possui uma qualidade muito maior do que os outros formatos em questão. Pelo fato de serem difíceis de armazenar, o Vinil e a k7 foram rapidamente substituídos pelo CD. Quem nunca teve problemas com LP's empenados e fitas com o sistema de rodagem quebrado? Esse foi um motivo pelo qual o CD ganhou mais espaço, embora no inicio de sua comercialização as pessoas odiassem aqueles lacres de plástico que embrulham o produto (fato que ate mesmo as produtoras de cigarro resolveram, colocando aquela fitinha vermelha), mas acho que hoje em dia todos já tem uma tesourinha guardada para romper o lacre.
 Enfim, na minha opinião o LP é um formato de maior prestigio que os outros, tanto pelo seu design elegante quanto por seu papel histórico na musica. Item de colecionador, o vinil é um formato indispensável na estante de todo fã da música (embora eu não tenha nenhum!)



sábado, 31 de março de 2012

"Música na veia nº 5"
Música pra ouvir nesse FDS


"As revistas
as revoltas
as conquistas da juventude
são heranças
são motivos
pras mudanças de atitude
Os discos
as danças
os riscos da juventude
a cara limpa
a roupa suja
esperando que o tempo mude"

Música: Terra de Gigantes 
Álbum: A Revolta dos Dândis (1987)
Artista/Banda: Engenheiros do Hawaii



Bom final de semana a todos!


quinta-feira, 29 de março de 2012

"Música na veia nº 4"
A Evolução do Acústico

Em primeiro lugar, antes de iniciar essa discussão, é necessário saber o significado de acústico. Pois bem, acústico num significado menos técnico, são aquelas musicas que tiveram sua guitarra substituída por violões, e uma maior preferencia por instrumentos não elétricos.
Nas duas últimas décadas vimos essa fase crescer cada vez mais. Os anos 80 são lembrados musicalmente pelo rock, pelo som das guitarras; por sua vez, os anos 90 apresentaram uma mudança drástica na musica, iniciando a aqui chamada Era Acústica.
 Com a chegada da MTV ao Brasil, e a sua influência no cenário musical brasileiro, o acústico ganhou lugar dentro de algumas bandas de rock, que logo inovaram o seu estilo musical. Um dos primeiros álbuns acústicos gravados nessa emissora foi o Barão Vermelho: Acústico MTV (1991). Várias outras bandas nacionais também gravaram CDs acústicos pela MTV, como por exemplo os Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana e Os Paralamas do Sucesso.
As musicas em formato acústico apresentam melodias mais lentas e as letras podem ser melhor analisadas por quem ouve. A dominância do violão absolutamente clara, e alguns outros instrumentos também sao mais valorizados, como por exemplo: a gaita, o acordeon e ate mesmo o bandolin.
Não sabemos até que ponto esse estilo (acústico) vai durar,  mas o que podemos fazer é tentar observar atentamente a todas as mudanças que claramente estão por vir.

-Sugestão de Disco :
Filmes de Guerra, Cancões de Amor - Engenheiros do Hawaii (1993)









Singles:
"Alívio Imediato" , "Além dos Outdoors", "Pra Ser Sincero" e "Mapas do Acaso"

Esse disco é muito interessante, pelo fato de que fica no meio do caminho entre o Elétrico e o Acústico. Nele, o uso de guitarras acústicas proporcionam um estilo bem diferente e interessante das musicas, ele mostra claramente que é irrelevante o fato de que o acústico estava pra chegar e dominar (e realmente dominou!)